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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

de Sabrina a Salazar

Estas últimas semanas foram de uma enorme desilusão sobre este nobre país à beira-mar plantado, ou melhor, sobre as pessoas que cá habitam.

Há cerca de 15 dias, celebrou-se mais uma "festa da música", mais propriamente o Festival da Canção. Já há muito tempo que não me dava ao trabalho (e ao frete) de ficar a ouvir as músicas, quase todas feitas à pressão e muito parecidas umas com as outras. Mas este ano até estava para aí virada, e fiquei a ver.

Pra começar, podemos dar graças a Deus, pois nenhuma era ou tinha partes faladas em inglês. Não gosto da regra em que os países podem cantar na língua materna ou em inglês. Acho uma falta de nacionalidade incrivel.

Além disso, até haviam umas músicas engraçadas, mas não muito festivaleiras.

A música que ganhou vem mesmo ao encontro deste povinho pobre que só gosta dos bailaricos das aldeias. Começo por dizer que foi escrita pelo Emanuel, por isso já estão a ver o estilo. E depois é cantada por uma Sabrina (a.k.a. Maria Teresa). Mesmo à pobre!

Se quiserem ouvir este fantástico hino ao chamado "popular/pimba" vão a http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/festival_cancao07/index.php e depois deixem cá a vossa opinião.

 

Ontem foi eleito o maior português de sempre. Confesso que não vi o programa porque estava mais interessada no filme do AXN (Erin Brockovich - muito bom), mas quando acabou o filme liguei para o canal 1 e como estava a acabar, deixei-me ficar a ver.

 Percebi à primeira intervenção de cada um dos defensores quem eram os mais "ofensores": Odete Santos por Álvaro Cunhal e Jaime Nogueira Pinto por Salazar (será que tem alguma coisa a ver com extremismos?)

Gostei da maior parte dos defensores. Até mesmo de Paulo Portas que defendia D.João II. Eram muito claros quando se perguntavam os contributos de cada um para Portugal e as suas falhas. Claro que para Odete Santos não é defeito gostar-se de regimes totalitários sem respeito nenhum pelos valores humanos; e para Jaime Nogueira Pinto mandar matar ou torturar os opositores do regime era um acto perfeitamente natural.

Tirando estes apartes, lá surgiram os resultados das votações e aqui vão os meus comentários:

1- Como é possível que o fundador do país tenha ficado num mísero 4º lugar, sendo a figura extra-século XX com mais votos???

2- Como é possível que os dois políticos mais extremistas ocupem os dois primeiros lugares, 1º Salazar e 2º Álvaro Cunhal???

3- Como é possível que os nossos "heróis" se resumam a cerca de 50 anos, quando somos um dos países mais antigos do mundo???

Aqui fica a minha indignação e revolta. Não tirando o mérito que certamente todas estas figuras históricas (e não personagens, como ontem dizia uma defensora) têm, fico muito triste por quem votou. Principalmente por não saberem apreciar a liberdade que hoje vivemos!

publicado por tartaruga às 11:46
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

mensagem do além

Olá

O meu nome é "rato que estava em casa da tartaruga e do professor" e estou a enviar-vos uma mensagem do além.

Eu era muito pequenino (coube na frincha dos móveis), mas consegui fazer muitos, muitos estragos. Por onde passava roía qualquer coisa ou deixava umas caganitas. Ainda hoje eles estão para saber como é que entrei para dentro da cama, mas esse será um segredo que levarei para o túmulo.

Para além disso, com a pressa de me agarrarem, conseguiram partir o vidro do candeeiro da sala e uma moldura.

Mesmo assim, conseguiram agarrar-me: eram 3 marmanjões contra mim (a tartaruga fugiu pro quarto e a Luca não me ligou nenhuma), desarredaram os móveis da sala do sítio e estiveram quase 1 hora à espera que eu desse um ar da minha graça.

Quando conseguiram que eu seguisse o caminho que eles queriam, mandaram-me com o cabo da vassoura pequena até eu vir parar ao céu dos ratos.

Devo confessar que se eu soubesse que isto aqui era tão bom até me tinha deixado apanhar mais cedo: tenho 70 virgens ratas só pra mim. Vai ser uma festa!!

Saudações cordiais do "rato".

publicado por tartaruga às 12:39
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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

especial dia internacional da mulher

A primeira pergunta que se faz quando se celebra o Dia Internacional da Mulher é:

Porque é que se celebra o Dia Internacional da Mulher?

A segunda pergunta é:

Quando é que se celebra o Dia do Homem?

 

Estupidamente, as duas fazem todo o sentido e merecem ser respondidas.

A resposta à primeira remonta a 1857 quando as operárias de uma fábrica têxtil em Nova Iorque, revoltadas com as condições de trabalho bastante precárias, os baixos salários e o excesso de horas de trabalho, fizeram greve e se manifestaram. Infelizmente, durante a greve deflagrou um fogo que acabou por matar 130 dessas mulheres.

Depois de, durante alguns anos, em todo o mundo se terem organizado várias manifestações por direitos iguais, a revolucionária alemã Clara Zetkin propôs em 1913 o 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

Em resposta à pergunta, aqui fica outra: acham que nos dias de hoje, a Mulher tem a igualdade reclamada desde 1857?

 

A resposta a segunda pergunta é simples: todos os dias do ano. Apesar de ser muito bonito dizer que, por exemplo, o Dia da Mulher ou o Natal são todos os dias, a verdade é que só nos lembramos das ocasiões quando elas nos entram pelo calendáro dentro. Por isso, como todos os dias nos temos de lembrar de fazer o jantar para o Homem, de lavar e passar a ferro para o Homem, de arrumar a casa para o Homem, de ser mãe para o Homem, etc..., estamos automaticamente a celebrar o Dia do Homem. Claro que aqui a expressão "Homem" significa a humanidade em geral e não o homem (macho) em particular. Até porque há homens (machos) que ajudam as mulheres (fêmeas) nas obrigações, o que confere uma certa igualdade no lar.

 

 

Aqui ficam algumas datas relativas à evolução dos direitos da mulher em Portugal:

1867- Primeiro Código Civil, que melhorou a situação das mulheres em relação aos direitos dos cônjuges, aos filhos, aos bens e sua administração.

1910- É admitido o divórcio (Decreto de 3 de Novembro de 1910), com igual acesso para ambos os cônjuges. Novas leis de casamento e filiação assentes na igualdade entre homens e mulheres. A mulher deixa de dever obediência ao marido. O crime de adultério passa a ter o mesmo tratamento quando cometido por mulheres ou homens.

1911- As mulheres adquirem o direito de trabalhar na função pública.

1913– 1ª mulher licenciada em Direito.

1918– O Decreto nº4876, de 17 de Julho de 1918, autoriza o exercício da advocacia às mulheres.

1931– Reconhecimento do direito de voto às mulheres diplomadas com cursos superiores ou secundários (Decreto com força de lei nº19 694, de 5 de Maio de 1931).

1933- Constituição do "Estado Novo", que estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, "salvas, quanto à mulher, as diferenças resultantes da sua natureza e do bem da família" (artigo 5º).

1935- Primeiras deputadas à Assembleia Nacional: Domitila de Carvalho, Maria Guardiola e Maria Cândida Parreira.

1966– Ratificação Convenção nº100 da OIT, relativa à igualdade de remuneração entre mão-de-obra feminina e masculina para trabalho de valor igual.

1968 – lei nº2137, de 26 de Dezembro de 1968, proclama a igualdade de direitos políticos do homem e da mulher.

1969 – introdução na legislação nacional do princípio “salário igual para trabalho igual” ( DL n.º 49 408, nº2, de 24 de Novembro).

1974- Diplomas que permitem o acesso das mulheres à magistratura e à carreira diplomática (Decreto-Lei n.º 251/74, de 12 de Junho, e Decreto- Lei n.º 308/74, de 6 de Julho, respectivamente). O Decreto-Lei n.º 621/A/74, de 15 de Novembro, definiu a capacidade eleitoral activa para a Assembleia Constituinte, sem distinguir quanto ao sexo.

1975– Ano Internacional da Mulher. Elaboração de um levantamento e denúncia das discriminações contra as mulheres e consequentes propostas de legislação.

1976 – Entrada em vigor da nova Constituição, que estabelece a igualdade entre homens e mulheres em todos os domínios.

1977- Institucionalização da Comissão da Condição Feminina.

1978– Entrada em vigor da revisão do Código Civil ( DL n.º 496/77, de 25 de Novembro). A mulher deixa de ter estatuto de dependência para ter estatuto de igualdade com o homem.

1979- Entrada em vigor do DL nº392/79, de 20 de Setembro, que visa garantir às mulheres a igualdade com os homens em oportunidades e tratamento no trabalho e no emprego. Primeira mulher nomeada para o cargo de Primeiro-Ministro: Engª Maria de Lourdes Pintassilgo.

1980– Portugal ratifica a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres – II Conferência da ONU para a Década da Mulher.

1983– Entrada em vigor do Código Penal (DL nº400/82, de 23 de Setembro). São introduzidas importantes alterações, nomeadamente, no que diz respeito a maus-tratos entre cônjuges, subtracção de menores.

1984- Lei da Protecção da Maternidade e da Paternidade (Lei 4/84, de 5 de Abril). Exclusão da ilicitude em alguns casos de interrupção voluntária da gravidez (Lei nº6/84, de 11 de Maio).

1986 – Aprovação do II Programa Comunitário sobre a Igualdade.

1988 - Garantia dos direitos das Associações de Mulheres (Lei n.º 95/88, de 17 de Agosto).

1990 - DL n.º 330/90, de 23 de Outubro aprova o novo Código da Publicidade. É proibida a publicidade que contenha qualquer discriminação em virtude do sexo.

1991 - Entrada em execução do III Programa de Acção Comunitário sobre a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens.

1993 - Uniformização da idade de reforma para as mulheres aos 65 anos ( DL n.º 329/93, de 25 de Setembro).

1994 - Resolução do Conselho de Ministros n.º 32/94, de 17 de Maio, sobre a promoção da igualdade de oportunidades para as mulheres.

1995 - Revisão do Código Penal ( DL n.º 48/95, de 15 de Março) - agravação das penas dos crimes de maus tratos do cônjuge, violação.

1996 - Criação do Alto Comissário para as Questões da Promoção da Igualdade e da Família ( DL n.º 3-B/96, de 26 de Janeiro). Aprovação do IV Programa Comunitário sobre Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens.

1997 - Resolução do Conselho de Ministros n.º 49/97, de 24 de Março, que aprova o I Plano Global para a Igualdade. Reforço dos direitos das Associações de Mulheres (Lei n.º 10/97, de 12 de Maio). Lei Constitucional n.º 1/97, de 20 de Setembro, que considera como tarefa fundamental do Estado a promoção da igualdade entre homens e mulheres, e estabelece o princípio da não discriminação em função do sexo no acesso a cargos políticos. Alargamento dos prazos de exclusão da ilicitude nos caos de interrupção voluntária da gravidez (Lei n.º 90/97, de 30 de Julho). Lei n.º 105/97, de 13 de Setembro, que prevê um regime, aplicável a entidades públicas e privadas, que visa garantir a efectivação do direito dos indivíduos de ambos os sexos à igualdade de tratamento no trabalho e no emprego. Este diploma contém a definição de "discriminação indirecta". Decreto Legislativo Regional n.º 18/97/A, de 4 de Novembro ( Região Autónoma dos Açores), cria a Comissão Consultiva Regional para a Defesa dos Direitos das Mulheres.

 

 

Porque é que nós somos especiais?

- Passamos a vida inteira a lutar contra o próprio cabelo.

- Compramos uma blusa que não combina com mais nada, só por que o preço estava irresistível.

- Aturamos ser tratadas como idiotas pelo mecânico na oficina, só para o nosso carrinho fique operacional de novo.

- Temos a capacidade de fingir naturalidade durante um exame ginecológico.

- Temos crises conjugais, crises existenciais, crises de identidade, crises de nervos!

- Somos mães solteiras, mães casadas, mães divorciadas, mães do marido.

- Assistimos a um jogo de futebol só para estarmos agarradas ao nosso gajo.

- Depilamos as pernas (e tudo o resto) de 15 em 15 dias - com cera!

- Conseguimos sempre rasgar as meias na entrada da festa.

- Sentimos prontas para conquistar o mundo, quando estamos a usar um batôn novo!

- Tendemos a achar que o nosso relacionamento acabou, para depois descobrir que era tudo tensão pré-menstrual.

- Nunca sabemos se é para dividir a conta, ou se é para ficar quietinha.

- Usamos cinta para disfarçar a barriga.

- Ficamos completamente felizes com um telefonema inesperado.

- Dizemos não, para ele insistir bastante, e depois dizemos sim!

- Sorrimos gentilmente para o cliente enquanto uma cólica louca nos rasga como se fosse uma bazuca.


 

Para finalizar, quero desejar um fantástico dia a todas as mulheres, principalmente à minha mãe, avó, filha, sobrinha, sogra, cunhadas, tias, primas, amigas, conhecidas e a mim própria.

 

publicado por tartaruga às 14:14
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